Prêmio Pena Justa de Jornalismo vai reconhecer cobertura sobre sistema penal brasileiro
Jornalistas de organizações e projetos jornalísticos, assessores de comunicação, estudantes universitários, assim como pessoas presas e egressas, já podem conhecer as regras e o cronograma do primeiro Prêmio Pena Justa CNJ de Jornalismo. A iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), executada com apoio técnico do programa Fazendo Justiça, irá reconhecer reportagens e conteúdos que contribuam para qualificar o debate público sobre o sistema penal brasileiro.
Acesse a página do Prêmio Pena Justa/CNJ de Jornalismo
O regulamento do prêmio foi lançado nesta sexta-feira (29), durante encontro dos assessores de comunicação do Poder Judiciário na sede do CNJ em Brasília. As inscrições serão abertas oficialmente no dia 15 de julho e vão até meados de agosto. “A ideia de antecipar o regulamento é permitir que os profissionais e estudantes interessados em criar um conteúdo de fôlego tenham maior tempo de produção, considerando que este é um ano com muitos eventos em andamento”, explicou a coordenadora de Comunicação do programa Fazendo Justiça, Débora Zampier.
Serão válidos conteúdos publicados entre 14 de agosto de 2025 e 14 de agosto de 2026 com produções em texto, áudio, vídeo e fotojornalismo, disponibilizadas em diferentes plataformas e formatos. No caso de pessoas privadas de liberdade e egressas, o conteúdo pode ser inédito, desde que tenha abordagem jornalística.
O Prêmio incentiva conteúdos aprofundados, inovadores e socialmente relevantes sobre temas como a intersecção entre o sistema penal e a segurança pública, superlotação prisional, reintegração social, direitos humanos e políticas públicas relacionadas ao sistema penal. Não haverá diferenciação de tratamento para conteúdos locais, regionais e nacionais – todos devem ser inscritos nas categorias principais e serão pontuados segundo os critérios do regulamento.
Para o coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ), Luís Lanfredi, ampliar a visibilidade e a qualidade do debate público sobre temas trabalhados no Pena Justa é parte essencial do sucesso das atividades em curso.
“O sistema penal impacta diretamente a vida de milhões de pessoas e a própria construção da segurança pública no país. O jornalismo tem papel estratégico ao promover informação qualificada, ampliar perspectivas e contribuir para reflexões pautadas em fatos e evidências sobre os desafios e caminhos possíveis para a transformação dessa realidade”, afirma.
Diversidade de categorias e formatos
Os trabalhos serão avaliados com base em critérios como relevância pública, qualidade jornalística, originalidade e criatividade. Entre os aspectos considerados pela comissão julgadora estão a profundidade da apuração, persidade de fontes, clareza narrativa e uso de recursos multimídia e visuais. O anúncio dos finalistas está previsto para novembro.
Os três melhores conteúdos em cada categoria receberão certificado de reconhecimento do CNJ e terão seus trabalhos reunidos em publicação digital sobre a premiação. Já os vencedores participarão de cerimônia de premiação em Brasília e serão convidados para uma viagem exploratória para conhecer políticas desenvolvidas pelo CNJ com apoio do programa Fazendo Justiça no contexto do Pena Justa.
Capacitação para pessoas privadas de liberdade e egressas
Como parte das ações associadas ao prêmio, serão organizadas oficinas de jornalismo voltadas a pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. A proposta é oferecer capacitação básica em comunicação para estimular a produção de conteúdos sobre a realidade do sistema penal a partir da perspectiva de quem vivencia diretamente esse contexto.
Texto: Leonam Bernardo
Edição: Débora Zampier
Agência CNJ de Notícias
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