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Justiça italiana autoriza extradição da ex-deputada Carla Zambelli; defesa diz que vai recorrer

Justiça italiana decide extraditar Carla Zambelli A Justiça da Itália autorizou nesta quinta-feira (26) a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. Zambelli deixou o país em maio do ano passado, apesar de ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (relembre mais abaixo). A decisão desta quinta-feira é da Corte de Apelação do país, que analisa o pedido de extradição feito pelo Supremo contra a ex-parlamentar. Ainda cabe recurso da defesa, antes de o caso ser levado para decisão final do governo italiano. A defesa de Zambelli já anunciou que vai recorrer. Não há prazo para uma resposta definitiva. 1 de 1 Foto de arquivo de 15/05/2025 da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) durante uma coletiva de imprensa na sede de seu partido no bairro de Moema, na zona sul da cidade de São Paulo. — Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo Zambelli tem cidadania italiana e deixou o Brasil em maio do ano passado, pela fronteira com a Argentina. Antes de chegar ao país europeu, ela também passou pelos Estados Unidos. De lá, publicou uma mensagem nas redes sociais afirmando que era vítima de perseguição e que ainda pretendia provar sua inocência. Como fugiu do país após uma condenação do Supremo, Zambelli é considerada foragida da Justiça brasileira. Por isso, o STF formalizou um pedido de extradição, assinado pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes. Zambelli permanece presa em Roma, porque autoridades do país europeu entendem que há risco de fuga. Interpol inclui Carla Zambelli na lista vermelha de procurados Como foi a prisão? Em julho do ano passado, o governo confirmou a prisão de Zambelli. Ela estava na lista vermelha da Interpol, e foi detida por forças de segurança do país europeu. Após a prisão, Zambelli disse que preferia ser julgada no país europeu e que provaria que não tem envolvimento na invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana decidiu mantê-la presa durante o julgamento, por entender que há risco de fuga. Na primeira delas, no fim de novembro, a defesa de Zambelli aderiu a uma greve de advogados em Roma, e na segunda, no mês seguinte, seus advogados apresentaram novos documentos à corte. Veja a cronologia do caso 🗓️Em 15 de maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto por invadirem os sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os dois teriam incluído documentos falsos em sistemas oficiais, com objetivo de colocar em dúvida a legitimidade da Justiça brasileira. ➡️Zambelli foi condenada à pena de 10 anos de prisão em regime inicial fechado e à perda do mandato, pois a pena a ser cumprida em regime fechado ultrapassa 120 dias (limite estabelecido pela Constituição Federal para ausência em sessões legislativas). ➡️O hacker Delgatti, também condenado no processo, foi sentenciado a oito anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado. 🗓️Em 25 de maio de 2025, Zambelli deixou o país pela fronteira com a Argentina. De lá, seguiu para os Estados Unidos, antes de pegar um voo para Roma. Na ocasião, Moraes rejeitou os últimos recursos de Zambelli e determinou o envio ao Ministério da Justiça do pedido de extradição. Zambelli estava licenciada do mandato e, segundo a PF, deixou o país dias antes, em 25 de maio, via fronteira com a Argentina. Zambelli perdeu o mandato, e enviou carta de renúncia Em dezembro, o STF reiterou a determinação que previu a cassação do mandato de Zambelli, revogando decisão contrária da Câmara dos Deputados. Três dias depois, ela entregou uma carta de renúncia à Casa. Na mensagem, Zambelli afirmou que ter sido perseguida e que sua "história pública não foi forjada". "Afirmo: a verdade foi dita, a história foi escrita e a minha consciência permanece livre", concluiu a ex-deputada. O pedido de renúncia em nada afeta as condenações das quais Zambelli foi sentenciada. Assim, por mais que a defesa possa ter tentado "proteger" os direitos políticos da ex-parlamentar para que ela não fique inelegível, as condenações foram concluídas e já preveem o fim da possibilidade dela de se tornar elegível.
26/03/2026 (00:00)
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