‘Santinhos’ de Márcio Canella são apreendidos na casa de alvo de operação da PF que prendeu irmão e mãe de Oruam
Mãe e irmão de Oruam são presos pela PF “Santinhos” do deputado federal eleito Márcio Canella (União Brasil-RJ) foram apreendidos nesta segunda-feira (19) na casa de um dos investigados na operação que levou à prisão um dos irmão e a mãe do rapper Oruam. A TV Globo apurou que a apreensão foi em uma residência no condomínio Quinta do Rio, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. A casa pertence ao responsável por um dos provedores de internet investigados por ligação com o Comando Vermelho. Lccas Santos Nepomuceno, o Lucca, e a mãe Márcia Gama também foram presos pela Polícia Federal (PF) na Operação Backbone. (CORREÇÃO: ao publicar essa reportagem, o g1 errou ao dizer que os panfletos tinham sido achados na casa de Lucca Nepomuceno. Os santinhos estavam na casa de outro investigado. A reportagem foi corrigida às 11h45 de segunda-feira, 19.) Os panfletos impressos achados pela PF não traziam o número do candidato. Havia um QR Code que apontava para uma página de links do político e um pedido de voto para ele e para Antonio Rueda, eleito deputado federal. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp 1 de 1
‘Santinhos’ de Márcio Canella são apreendidos pela PF — Foto: Reprodução Canella preso Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e 2º deputado estadual mais votado do RJ nas eleições, foi preso pela PF na quinta-feira (15), em outra investigação. A investigação da Operação Unha e Carne identificou que os postos movimentaram R$ 7,6 bilhões em 6 anos, segundo a PF. A defesa de Canella afirmou que ele confia “em Deus e na Justiça” e que tem certeza de que os fatos serão esclarecidos. Operação Backbone Além de Lucca, a mãe dele e de Oruam, Márcia Gama Nepomuceno, também foi presa nesta segunda. Até a última atualização, 20 dos 23 mandados de prisão preventiva haviam sido cumpridos. O vereador do Rio Fabio Silva (Podemos) também foi preso. Um mandado de prisão também foi cumprido contra Marcinho VP, que já estava encarcerado. Segundo a PF, ele “continua a controlar as atividades empresariais exploradas nesses territórios, em conjunto com seus familiares e outras lideranças da facção”. A PF afirma que os lucros obtidos pelo esquema chegavam à família por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem e eram dissimulados em produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão e criptoativos. Segundo a PF, traficantes armados impedem a atuação de operadoras regulares e concorrentes nas comunidades, e os provedores autorizados pela facção pagam mensalmente uma tarifa para operar nos territórios. Registros contábeis citados pelos investigadores indicam que, em um único mês, a cobrança relacionada à internet representou mais de 40% de toda a arrecadação do grupo no Complexo da Penha. A PF afirma que a exploração do serviço se tornou uma das principais fontes de lucro do crime organizado e alimenta disputas pelo controle de territórios. As operações Backbone e Unha e Carne estão inseridas em investigações conduzidas pela Polícia Federal no contexto da ADPF 635, a ADPF das Favelas. Entre outras medidas, o Supremo Tribunal Federal determinou que a PF investigasse as relações de agentes públicos com facções criminosas.